Considerando que os dois profissionais possuem formação superior:

Pergunte a um arquiteto a diferença entre as duas profissões e ouvirá que ele pode fazer o trabalho do designer. Assim… simples e direto.

Faça a mesma pergunta a um designer de interiores e ouvirá que o nível do ensino das escolas de Design evoluiu muito nos últimos 20 anos. Por isso, se a sua necessidade não for somente obras externas, você está falando com um profissional totalmente capacitado para tocar seu projeto.

Arquitetos e designers (aqui não se incluem os decoradores) são qualificados a solucionar problemas através de planejamento espacial. E o fazem buscando a estética mais agradável. A arquitetura e o design de interiores são áreas que mesclam ciência à arte.

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Salão Internacional do Móvel de Milão-2016 Fonte:milaonasmaos.it

 

Vamos olhar primeiro as semelhanças entre os dois:

Ambos têm conhecimento de:

– Normas e regulamentações;

– Programas de computador como Auto CAD.

– Como traduzir para um espaço os desejos e necessidades dos clientes;

– Materiais disponíveis no mercado para revestimentos de cada parte da obra e mobiliário e os escolhe com os clientes;

– Paginação de pisos/paredes

E têm capacidade para:

– Planejar o espaço e apresentar vários tipos de representações.

– Projetar seguindo as normas técnicas de ergonomia, acústica e luminotécnica,

– Comandar uma equipe de empreiteiros;

– Fazer a gestão do orçamento.

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Muita água compondo uma piscina de borda infinita, junto a linhas simples,deixam a natureza aparecer . Estas são as marcas do arquiteto japonêse Tadao Ando, neste projeto executado em Monterrey, México. Fonte:dailymail.co.uk

 

Agora as diferenças:

O arquiteto:

– Opina sobre localização, legislações idílicas e urbanas. Além de conhecer aspectos ambientais e topográficos do terreno;

– Desenha toda a estrutura de uma construção ( exterior e interior)

– Inclui rede elétrica e de esgoto nas suas plantas;

– Sugere fontes de energia;

– Providencia alvará de construção;

– Foca na aparência externa da construção.

O designer de interiores:

– Leva mais a fundo o entendimento da história do usuário do espaço. Para isso usa seu conhecimento em psicologia ambiental;

– Avalia integrar no design peças pertencentes à família;

-Desenha móveis exclusivos para o projeto e acompanha sua execução;

– Elabora as paletas de cores para cada ambiente;

– Orienta a escolha de tecidos, móveis, luminárias, arte, metais, enfeites e  eletrodomésticos.

-Acompanha o cliente na escolha e compra dos materiais de acabamento e mobiliário.

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Fonte :piiroinen.com

 

A dúvida sobre quais são as diferenças entre as duas profissões sempre existiu.

Na minha opinião parte dessa confusão acontece devido ao fato do design de interiores como profissão ( não regulamentada)  existir a pouco tempo (+/- 30 anos).

Se comparada a história dos arquitetos, a história do design de interiores está engatinhando. Os registros mais importantes data do início do século XX. Porém sabe-se que o termo “arquiteto” apareceu pela primeira vez no  English Oxford Dictionary em 1563 em pleno Renascimento.

Após muita luta, finalmente a profissão de Designer de Interiores foi regulamentada em 12.12 2016. A lei federal sancionada garante o exercício da profissão a portadores de diploma de curso superior na área. A lei confere competência para elaborar e executar obras nos espaços internos e externos contíguos aos interiores. 

No ano de 2021 veio mais uma vitória.O registro da profissão pode ser feito no CREA( Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) de cada estado. O orgão é responsável pela fiscalização e regulamentação. das atividades da engenharia, agronomia e suas ramificações. Para uma obra em condomínio, por exemplo, ele emite uma Anotação de Responsabilidade Técnica, e o profissional assina o projeto.

O escopo da profissão de designer de interiores aumentou e com isso aumentaram suas responsabilidades. Os cursos superiores passaram a incluir na sua grade aulas de técnicas estruturais da construção, o que estreitou as divisas com o curso de arquitetura.

Hoje o designer considera tudo que vai nos interiores de uma construção. Tudo que relaciona-se a experiência dos usuários. Materiais básicos, acabamentos, necessidades elétricas, encanamento, ventilação, ergonomia e claro uso inteligente do espaço.

Este profissional  também precisa adaptar-se às mudanças que ocorrem na estrutura familiar e por consequência na configuraçāo da casa. A pandemia, a economia fraca e a diversidade de gêneros trazem novos desafios para quem pensa a conexão Homem-Espaço.

Esclarecendo a questão do decorador

Quem escolhe ser decorador hoje em dia tem muito trabalho pela frente. Apesar de não ser necessário curso superior, existem diferentes maneiras de se tornar um decorador de interiores. Clique aqui e conheça tudo sobre o meu curso profissionalizante de Decoração de Interiores.

No meu curso listo pelo menos 15 atividades que geram lucro para quem escolhe um curso livre.

O decorador de interiores pode  trabalhar com projetos inteiros ou pontuais. A grande oportunidade do mercado está nos trabalhos específicos: Orientar o cliente na escolha e coordenação de : Paletas de cores para os ambientes, materiais de acabamento mais apropriados, modelos e tamanhos de móveis ideais para o espaço, representação em painel de ideias da decoração sonhada pelo cliente, apresentação de projetos em 3D, decorações temáticas, etc…

Cada uma dessas tarefas é considerada um “job”e é cobrada separadamente. Sua execução é rápida e a oferta para o cliente é vantajosa. Ele ganha agilidade com economia para resolver problemas específicos da sua casa.

 

 

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Designer preparando evento. Fonte:houseandgarden.co.uk

 

A razão para existir espaço para decoradores executarem esses trabalhos deve-se ao aumento na gama de materiais, cores e tecnologia disponíveis no mercado. A variedade de soluções está causando um fenômeno conhecido como paralisia da escolha. Mas esse é um assunto extenso que deixo para a próxima matéria!