De 1500 a.C. a  476 d.C.

Egito

O nascimento do Design de Interiores  é normalmente  creditado  ao povo que viveu no Egito Antigo. Mais de mil anos antes do nascimento de Cristo, a ornamentação das cabanas de barro  era feira com peles de animais, tapetes de palha e móveis básicos de madeira. Muito do que conhecemos hoje sobre a vida cotidiana dos egípcios antigos, vem das cenas pintadas nos murais e vasos de cerâmica

Ao longo de 32 séculos a história do Egito dividiu-se em 3 períodos; Antigo, Médio e Novo Impérios. Durante o  Novo Império, a arte decorativa, a pintura,e a escultura alcançaram as mais elevadas etapas de perfeição e beleza. Os objetos de uso cotidiano, utilizados pela corte e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com destreza técnica.

O que sabemos hoje sobre os costumes domésticos daquela época aconteceu entre os anos de 1.580 a.C. e 715 a.C.

A ausência de florestas para o fornecimento de madeira, fez os egípcios aperfeiçoarem o feitio do tijolo feito de barro, e esse, além da palha eram os materiais  básicos de construção.

Foram os egípcios que introduziram, no uso cotidiano os banquinhos, as camas, cadeiras,  mesas,  caixas e baús de vários tamanhos. Esse último muito utilizado, pois não existiam cômodas ou armários . Apesar do principal material ser madeira, o difícil acesso a ela, fez crescer o uso de matérias tramáveis como junco e vime.

Cabeça da Deusa Mut, cobre e folha de ouro, ca. 700 a.C.   25a Dinastia –  Egito   fonte: metmuseum.org

 

O único modelo de casa egípcia existente na atualidade foi encontrado em uma  tumba e data do ano ca. 2100 a.C.. Com essa descoberta, aprendeu-se  muito sobre a distribuição dos cômodos.

A casa era um sobrado, no térreo ficava apenas um quarto, comum a todos os  moradores. Acima deste situava-se o terraço, espaço utilizado  para várias  atividades, devido o clima quente do deserto. Não existia banheiro, e cozinhava-se num pátio externo.

Sabe-se que o  chão era coberto por tapetes de palha, para conter a poeira da terra batida. Sentava-se em bancos de 3 pernas e  em algumas casas existia uma cama de madeira com amarração de corda.

As residências dos mais abonados tinham murais pintados nas paredes com cenas reconhecidas por uma característica impar; a lei da frontalidade.  Seguindo essa lei o tronco das pessoas desenhadas ficava de frente, enquanto a cabeça, pernas e pés eram vistos de perfil.

Grécia

A Grécia Antiga viveu seu apogeu entre os anos 499 a.C. a 79 d.C., período conhecido como Era Clássica. Apesar de emprestar dos egípcios estilos e idéias, logo o mobiliário grego adotou um desenho mais curvo, e maior atenção foi dado à questão do conforto.

Suas casas não eram abarrotadas de móveis, mas o pouco que havia parecia obra de arte.

As salas eram decoradas com sofas- chamados klines -. este deixava a pessoa numa posição reclinada devido ao ângulo do seu espaldar. Neles faziam-se as refeições, cultivando o hábito da época de comer deitado. Como suporte para os pratos, uma pequena mesa era encostada ao klines

Roma

Antes de chegar a Idade Medieval, a história passou por um período de 500 anos sob o domínio de Roma.

Durante o Império Romano, o morador das cidades habitava apartamentos minúsculos conhecidos como insulae. Tinham no máximo dois cômodos, não possuíam água corrente nem existia condições de ali cozinhar.

Os  ricos moravam em casas conhecidas  como  DOMUS – nome do detalhe arquitetônico  triangular de herança grega, que as adornava. Era quase obrigatório que essas construções tivessem um atrium ( pátio interno). A maioria dos cômodos abria-se para ele.

Essas casas tinham afrescos nas paredes e mosaicos nos pisos. As cenas normalmente envolviam deuses e musas, e referiam-se à literatura da época.

O capricho com os acabamentos dessa obras não se repetia nos móveis. As cadeiras, mesas e bancos, não apresentavam nenhum destaque.  Os romanos também se recostavam nas camas egípcias para  comer. Em Roma eram conhecidas como lectus.  Essa camas não ficavam localizadas em cômodos privados, mas sim na sala principal, e era muito comum o Imperador receber seus convidados enquanto comia, e convida-los para o acompanhar na refeição. Por essa razão vários lectus eram colocados ao redor das paredes das salas, reservando o centro para o Imperador. Mesmo sem saber os romanos estavam praticando design de interiores.  O cômodo tinha um propósito( fazer refeições enquanto se reunia com o ministério), o mobiliário atendia  a esse propósito e havia um lugar de destaque para a figura maior criar o clima do ambiente. Certamente a idéia era  fazer os convidados comerem e beberem do melhor, lembrando-os que estavam na casa do poder, para obedecer e servir.

 

 

 

 

 

 

 

 

Confira aqui a segunda parte da história do design de interiores!