Séculos  XV a XIX

Renascença

O período que antecedeu a Renascença foi marcada pelo estilo gótico, presente em inúmeras catedrais  e castelos europeus. Tendo surgido na arquitetura, o gótico espalhou-se e influenciou o design de outras disciplinas estéticas.

A  Idade  Medieval representou séculos de deteriorização cultural e econômica a ponto de ser conhecida como Idade das Trevas.  Não foi um período de importantes manifestações artísticas.

Mas a partir dos sécs, XV e XVI a ideia de cidade mudou muito e o maior desejo dos arquitetos era construir a cidade ideal.  Entendiam por ideal um desenho urbano simétrico, proporcional, elegante e espaçoso.

A Renascença nasceu na Itália e lá encontram-se belos exemplos de cidade modelo como Florença, Vicenza e Roma. São cidades geométricas e foram planejadas. Os arquitetos encheram sua paisagem de palazzi e de jardins

O  interior dessas habitações luxuosas tinha piso de mármore, tapeçarias nos móveis e paredes  e nele estava presente  a principal característica renascentista italiana:  os frescos.

Tais  pinturas, feitas nas paredes e nos tetos, normalmente tinham motivos que representavam  a riqueza, o  poder e o  prestígio do proprietário.

O mobiliário era, na sua maioria, feito de carvalho, com incrustações de marfim, ouro, mármore ou pedra.

As  cadeiras continuavam a ser símbolo de riqueza. Quanto maiores e mais trabalhadas melhor. Nas casas simples era comum encontrar apenas os bancos de três pernas.

O móvel  associado à  Renascença é o Bau de Casamento  ou Cassone , como era conhecido. Toda casa tinha um, apesar de seu alto preço. A varição no tamanho  e na riqueza da ornamentação  refletia o nível social  da família. Eram feitos de madeira e esculpidos pelos melhores decoradores da Italia.

Barroco

Naturalmente um estilo substitui o outro, e no início do séc XVII, a renascença deu lugar ao barroco, também nascido na Italia.

Roma estava vivendo a influência da Reforma Católica e a Curia contratou arquitetos e designers de interiores para redecorar a cidade. A igreja católica entendia que essa era a forma de mostrar onde estava o poder, após tanto lutar contra o avanço do Protecionismo

Novos palácios e igrejas foram construídos e os interiores dos prédios  pertencentes à Igreja foram redesenhados.

A decoração barroca era bem mais rica e grandiosa do que a renascentista, e rapidamente espalho-se pela Europa.

Um dos melhores exemplos do barroco é o Palácio de Versailles na França,  uma construção impressionante  em seu exterior e opulenta em seu interior. Não existe nada no mundo que se compare `a grandiosidade da galeria dos espelhos, fruto do exagero do rei Luis XIV. Os inúmeras quartos e salas do palácio apresentam móveis com formas exageradas, tecidos com estampas grandes e  cores fortes .

Um dos 700 quartos de hóspedes no Palácio de Versailles, França – 1669      fonte: pariscityvision.com

Rococó

No inicio do séc. XVIII os designers de interiores europeus adotaram o Rococó, um estilo leve  e  elegante . Surgido em Paris, o estilo combatia a suntuosidade e opulência do barroco, seu precursor.

Suas características são as linhas curvas,delicadas e fluídas, as cores suaves e o caráter lúdico e mundano.

Os ambientes decorados segundo esse estilo eram verdadeiras obras de arte. Tinham um mobiliário elegantemente ornados e  tapeçarias bordadas com cenas pastoris. Era costume expor pequenas esculturas de porcelana nos aparadores que  ficavam situados sob belíssimos espelhos dourados.

Sofá em Jacarandá, ricamente esculpido por John Belter nos EUA, 1850    fonte: metmuseum.org

Neo Classicismo

A  Revolução Industrial e o aumento no número de pessoas na educação formal levaram  o design de interiores para dentro das casas da classe média.

As pessoas tiraram proveito dos preços mais vantajosos dos tapetes e papéis de parede. Também os  móveis estofados e livros ficaram mais acessíveis, e essa condição do comércio  permitiu que as pessoas se expressasem através de suas casas. Sabiam qua a decoração tinha o poder de  mostrar  sua riqueza e poder.

A ornamentação foi excessiva nos séculos precedentes, então no séc. XIX os designers adotaram o neo classicismo,  estilo inspirado nas  culturas Grega e Romana. Os móveis usavam metais como o bronze, e tecidos nobres como o  veludo,  o cetim e  a seda.

O uso do  papel de parede deixou de ser um luxo, e iniciou-se a tendência de criar móveis para combinar com o revestimento das paredes.

Aparador em mogno com desenhos em pinho claro e álamo amarelo, Nova Iorque, 1895 fonte achar.org

 

 

 

 

 

Confira aqui a terceira parte da história do design de interiores!